• Share on Google+

Todo mundo tem uma lista de princípios que serve como guia para o dia a dia. Ninguém toma todas as decisões diárias pensando em cada uma das possíveis possibilidades: nós, normalmente, acreditamos em alguns princípios e tomamos as decisões baseadas neles. Por exemplo: dou ou não dou esmola? vou de carro ou de bicicleta ao trabalho? Daí em diante.

Quando se trata de fazer negócios, ter príncipios é ainda mais importante. No dia a dia, as falhas e pequenos mal entendidos são relevados por ambas as partes, por mais descontentamento que gere. Mas, quando se trata de negócios, esse descontentamento é quantificado em termos financeiros; ou seja, fica claro o quanto aquela falha, provavelmente por conflito (ou omissão) de princípios, vai custar para uma das partes.

Um bom exemplo disso: você contrata um consultor que cobra muito caro, algo como 500 reais a hora. No caminho para o encontro (que duraria duas horas), o pneu do seu carro estoura; você precisa parar e trocá-lo, chegando uma hora atrasado. Ao chegar, você explica ao consultor do seu problema. O que ele deveria fazer?

Bem, você esperaria que ele compreendesse a situação e começasse as duas horas da reunião a partir do momento que você chegou, afinal de contas, foi um imprevisto que te fez atrasar.Mas ele não tem nada a ver com isso.

Para o consultor, não importa se você atrasou de propósito, se seu pneu furou ou se seu carro foi atingido por um meteoro: ele alocou duas horas do tempo dele para você. Pelos princípios dele (linhas gerais de como ele faz negócios), você vai ter que pagar pelas duas horas de consultoria. Ponto.

Se isso não ficou explicitado anteriormente, se o consultor não tinha deixado claro como ele fazia negócios para você, então esse problema te custou 500 reais.

Recentemente, eu tenho tido esse problema com clientes frequentemente e só percebi o que era agora. Eu suponho que coisas triviais sejam senso comum e não aviso com antecedência. Por isso, destaco aqui a importância para educar as pessoas que te cercam, sejam parceiros de negócios ou clientes, sobre como você trabalha.

Por exemplo, uma coisa que me irrita profundamente é atraso. Em certas ocasiões é até compreensível, mas não justificável. De um modo geral, brasileiro tem uma tendência de achar que é NORMAL se atrasar para uma reunião e isso me tira completamente do sério.

Então, lembre-se: começou uma relação de negócios, deixe claro como você gosta de trabalhar, quais são os termos, para evitar dorers de cabeça futuras. Nunca superestime a profundidade do senso comum quando se trata de negócios.

  • Hiro
    Responder
    Author
    Hiro

    Tu tocasse num ponto interessante, Paulão.

    Na vida de estudante e nos seus compromissos diário, a gente é bem relaxado com isso. Atrasos de 15 min, cancelamento de ultima hora… Se as pessoas envolvidas estão de boa, ta de boa na lagoa.

    Mas quando o assunto é profissional, tudo muda.

    Eu acabei de responder um email sobre um pedido de trabalho de interprete. Nele, justamente esses conceitos de negocios de cada um tem que ficar às claras. Caso houver algum descontentamento, ser negociado e acertado.

    Tem que deixar claro quanto é o serviço, as despesas por fora, a questão da hora consumida no transporte como o Paulo citou (se não for irrelevante), se for preciso domir fora, etc.

    As coisas “óbvias”, não são no mundo dos negocios. Aprendi nesses anos que coisas triviais só são triviais se forem ditas. Ainda mais se for o primeiro contato com ele. É algo que tem que tomar muito cuidado para não ter um descontentamento das ambas partes – principalmente do cliente. O resultado disso, já sabe.

    • Paulo R. Ribeiro
      Responder
      Author
      Paulo R. Ribeiro

      Exato, cara.

      E acho que não uma grande mudança do pessoal para o profissional; meus princípios são quase os mesmos. Mas, para as pessoas, fica evidente quando o problema ocorre, já que se trata de dinheiro.

      Abração

  • Taylor
    Responder
    Author
    Taylor

    Eu tambem aprendei esta lição por causa de uma falha própria. Antes de entrar numa relação de negocios, é especialmente importante que todas as participantes entendem bem o que que é a expectativa de cada um.

    Acho que muitas vezes as pessoas não querem usar regras o contratos especificos porque acham que fazer isso acaba sendo não “amigável”. Mas, a realidade é exatamente ao contrario. Quanto mais as relações são claramente definidas, melhor.

    • Paulo R. Ribeiro
      Responder
      Author
      Paulo R. Ribeiro

      Esse é o ponto!
      As pessoas não ficam a vontade quando se trata de dinheiro, por isso vão ocultando as coisas, até que o problema apareça.

      Minha ideia é expandir isso aí para relações sociais sempre que possível, deixando claro o que você não gosta.