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[lead_p drop_caps=”yes”]Datas importantes não são aquelas marcadas no calendário. Não é o Natal, o Ano Novo ou a Páscoa. [/lead_p]

Essas são apenas convenções sociais que servem como desculpa para juntar as pessoas que gostamos (o que é ótimo).

Datas importantes são aquelas nas quais eventos marcantes se passam. E o dia 13 de setembro (de 2013, uma sexta) foi um dia desses.

Você já deve ter notado, já que é impossível ler este texto e não notar, que o Estrategistas está de cara nova.

Esse novo design é limpo, claro e excepcionalmente legível. Sinceramente, esse era o fator que mais me incomodava na versão anterior: a legibilidade. É uma dor minha como autor porque é uma dor minha como leitor; é extremamente desagradável ter um site poluído visualmente.

Se você tem o mesmo problema e ler outros sites além desse, recomendo o plugin para Chrome/Mozilla chamado Clearly.

Agora, a tipografia está linda, o site com muito espaço em branco e focado na sua experiência de leitura. Já que, embora eu esteja fazendo experimentos com outros formatos, escrita ainda é minha forma principal de causar impacto e levar valor para sua vida.[divider]

As pessoas perguntam e desconfiam: por que o Estrategistas não tem propagandas? Por exemplo, recebi esse email de um leitor antes de fazer mudança para esse novo desgin:

Quase todos os sites hoje em dia têm propagandas e anúncios, mas notei que o de vocês não. Por que?

E minha resposta foi:

porque focamos na experiência de leitura das pessoas; isso é mais importante do que alguns centavos de ads por dia.

Eu entendo que as pessoas, principalmente na internet brasileira, não estão acostumadas com isso. É natural. Como disse certa figura histórica : “não vim para trazer a paz, mas a espada”.

Gosto do efeito que esse projeto causa em certas pessoas, pois é o efeito que alguns mentores causaram em mim com seus trabalhos. “ohmeudeus, não acredito que isso existe”.

Olhando bem de perto, você pode notar que esse tema é minimalista. Simples, muito espaço em branco, foco na tipografia e legibildiade, só o necessário.

A filosofia minimalista, como já falamos aqui há bastante tempo, nos leva a focar em nos livrar das coisas. Felicidde não está em coisas, mas em pessoas, em experiências. Mesmos algumas pessoas podem se tornar “coisas”, ou seja, excessos em nossa vida: relações nocivas, negativas, que nos fazem mal.

[tagline] Minimalismo é trazer o foco para o que é importante. [/tagline]

Se você é um leitor de longa data, sabe que não tenho escrito sobre o tema. Na realidade, falo pouco a respeito. Contudo, trago isso na vida, é parte do processo que me move a agir, a montar meu ambiente, a focar no principal da vida.

Por exemplo, não lembro de ter compartilhado isso, mas na minha estação de trabalho tem absolutamente nada além do computador. Aliás, no meu campo de visão inteiro, enquanto trabalho, não há nada além do notebook. Se estou numa cafeteria, removo todos os objetvos da mesa. Por quê?

Objetos, coisas, fazem um barulho na minha visão que reverbera na minha mente. Se meu campo visual está lotado, minha mente fica abarrotada; não consigo produzir bem.

Para escrever esse texto, uso um programa dedicado para escritores chamados Ommwriter: ele cria uma janela cheia vazia, com uma paisagem linda ao fundo e uma música tranquila.

ommwriter
Foco no que importa. Na escrita.

Minimalismo Como Veículo

Uma coisa que não levamos em consideração quando começamos essa jornada para explorar o verdadeiro potencial de nossas vidas é o poder de nosso contexto. O estudo que fala que “você é a média das 5 pessoas com que mais convive” é até popular, mas pouca gente leva isso a cabo quando planeja a própria vida. Ou leva mais adiante, para outros cenários.

Não somos máquinas com quantidade de vontade ilimitada e que pode ligar um único botão de produtividade. Não, não. As coisas funcionam de maneira diferente.

Enxergue seres humanos como animais. Temos um “software” de última geração rodando em um ‘hardware’ muito primitivo. Por isso, estamos à mercê de coisas como impulsos, preguiça, tendência a tomar más decisões como instinto e todo o resto do pacote. É por isso que valorizo o estudo consciente da racionalidade; você não tem ideia de como é irracional até estudar a psicologia humana.

De todo modo, se mantendo com a a metáfora, imagine um pequeno macaco dentro de uma jaula. Se você coloca uma fruta e um cereal lá dentro, qual ele escolhe?

Sem dúvida, por impuso, a fruta. Mais glicose, é simplesmente instinto. Se a gente não queria que o macaco escolhesse a fruta, não deveríamos ter colocado ela lá em primeiro lugar!

Para um ser humano, funciona do mesmo jeito; a diferença é que temos essa pequena coisa chamada ‘força de vontade’, que pode nos fazer agir contra os nossos impulsos por algum tempo. Ela é gerenciada pelo córtex pré-frontal, a mesma área do cérebro responsável por coisas como planjeamento, tomada de decisões e outros juízos de ‘alto nível’.

O que pouca gente sabe, no entanto, é que além de limitada, ela acaba rápido. Então se você está de dieta e está se controlando para não comer o chocolate que está na geladeira, terá menos (ou nenhuma) força de vontade para começar a estudar antes de dormir (o hábito que vai vir a falhar).

Ir contra nossos contextos, ou fingir que não nos afetam, é uma batalha perdida desde o começo. Somos limitados demais, irracionais demais, débeis demais, humanos demais para ser capaz de superar nosso contexto minuto a minuto. Nosso contexto sempre vencerá.
Carlos Miceli

Se você vive em um contexto que não te ajuda e precisa tomar microdecisões como “não comer chocolate” ao longo do dia, não é de se esperar que você não consiga fazer o que precisa: sua força de vontade já acabou há muito tempo É por isso que eu falo tanto de produtividade como criação de sistemas e de um contexto positivo a sua volta.

O minimalismo, como veículo de conteúdo do Estrategistas, é uma forma de eu estabelecer um contexto positivo que vá me ajudar a viver essa filosofia. Ao invés de estar o tempo todo falando de minimalismo, toda vez que você acessar esse site lembrará da importância de focar no que é importante em sua vida e de remover excessos.

Quer ver exemplos de como a alteração de nosso design já me afetou em termos práticos?

  • Removi uma janela que aparecia nas duas primeiras vezes que você visitava o site, oferecendo a possibilidade de entrar emnossa lista Estratégias para Vitória. Essa janela era importante, pois a maioria dos cadastros vinha através dela. Não importa, removi assim mesmo; ela estava destoando de todo o resto do site e, portanto, de minha filosofia de vida.
  • Retirei os botões de compartilhamento flutuantes (facebook, twitter, etc). Mesmo motivo: eles tem uma função importantíssima, mas destoavam do site. Minha obrigação agora é encontrar um modo de instalar tais botões sem estragar o site e a experiência de leitura. Ou seja, uma forma de adaptar uma ação importante (compartilhamento) para minha filosofia (minimalismo). Por enquanto, eles estão disponíveis passando o link na palavra “share” perto do título.
  • Imagens. Agora tenho todo um trabalho de encontrar imagens bonitas e representativas. Tudo para fazer a experiência de leitura ser boa.

Tudo isso sem mencionar os próprios textos em si. Sempre quando escrevo, me pergunto: esse parágrafo, essa frase… são realmentes necessários?

Olhando Para o Futuro

O Estrategistas tem sido um projeto lindo desde o começo. Um sinal importante de nosso desenvolvimento como ideia, como portal brasileiro é que não me vejo mais como “o cara que desenvolve estrategistas”, mas simplesmente alguém que contribue para ele. Tanta coisa acontece depois que o texto é publicado; os comentários, as conversas, as interações nas redes sociais, as trocas fantásticas de emails…. o Estrategista é feitos em partes iguais, por mim e para você.

Estou vivendo um momento intenso da vida; um período de transição importante que, ao terminá-lo, terei liberdade para me dedicar full time a esse projeto. Temos um potencial enorme para desenvolver aqui e ao que tudo indica, o final de 2013/começo de 2014 vai ser o momento para isso.

Quero agradecer por acompanhar o projeto de perto e garanto que não vou decepcionar com tudo aquilo que estou planejando e desenvolvendo para nós.

Sobre a nossa nova casa, o que você achou?

  • Douglas Akio Ito
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    Douglas Akio Ito

    Eu achei que o novo design do blog era algum problema da minha internet,que, para ser sincero estava sendo um problema muito bom, gostei do novo design agora só precisa encontrar um lugar para as barras do estrategias para vitória e facebook,twitter etc. Eu vi uma barrinha lá em cima que quando vc clica aparece as mesmas opções do inicio do site(sobre nós,inicio, comece aqui) chamada menu, vc poderia tira-la e colocar a barra do estrategias para vitória no canto esquerdo(ou direito) e os botões das redes sociais no lado contrario, ou então coloca-las no mesmo lugar da barra menu, um do lado do outro mas não muito colado, ou no fim do texto antes ou depois do “sobre o autor”,

    • Douglas Akio Ito
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      Author
      Douglas Akio Ito

      ah já ia esquecendo: ótimo texto,lembrou até um exemplo uma vez que eu vi sobre uma folha de papel em branco,mas, como já escrevi um texto não escreverei outro. =)

  • Ricardo Costa
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    Author
    Ricardo Costa

    Que informação preciosa! A nossa força de vontade é um recurso limitado? Eu não sabia disso, não dessa forma.
    Sinceramente isso tem potencial para mudar minha vida!
    Quanto ao novo visual eu adorei, foco no conteúdo, elegante, e estimula a concentração na leitura, fica muito mais fácil mergulhar no texto!

    • André Felipe Lopes
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      Author
      André Felipe Lopes

      Também gostei muito do visual, torna a leitura leve e agradável, como já foi dito no texto, quase que um ambiente clínico. Não conheci como o site era antes, então não posso avaliar se está melhor ou pior, mas com certeza está muito bom.

      @disqus_5kFxfrtdFb:disqus, sobre a força de vontade ser um recurso limitado, eu acho que tem que ser analisado melhor. “Limitado”? É tudo que se tem um limite, que se esgota, acaba. Eu não concordo com isso. Eu veria, ilustrativamente, da seguinte forma: nós temos, todos os dias quando acordamos, X pontos de “super-força de vontade”, com esses pontos se torna fácil você tomar atitudes que requerem força de vontade, que vão contra seus instintos, como por exemplo seguir a dieta a risca, não fumar e/ou estudar de forma mais produtiva. Ao longo do dia vamos gastando esses pontos, parece muito fácil vencer os instintos, porém o dia vai passando e parece ficar cada vez mais difícil vencê-los! O que aconteceu foi que os pontos de “super-força de vontade” acabaram, e depois que eles acabam tudo se torna mais difícil. Mais difícil sim, mas não impossível! E isso prova que a força de vontade não é LIMITADA, porém é como um músculo, vamos usando e desgastando sua força, chegando próximo à exaustão, cada exercício que fazemos torna mais difícil de fazer o próximo. Porém, diferente do músculo físico, não temos um limite. O limite que vai impor somos nós mesmos, nossa mente tem total controle de até onde nossa força de vontade vai, por mais difícil que seja.

      A boa notícia é que, como os músculos, quanto mais exercitamos mais fácil se torna, com o tempo, fazer cada exercício. É como se, a cada vez que gastamos todos os pontos de “super-força de vontade” e continuamos praticando e nos exercitando, ganhamos mais pontos e mais confiança para os dias seguintes! E, como na academia ou qualquer exercício físico, nos vemos cada vez mais fortes!

      E gostaria de abrir esse espaço pra essa discussão? Quem concorda comigo? E, melhor ainda, quem discorda? Quero ler várias opiniões diferentes! E a pergunta mais importante: será que nós andamos praticando nosso músculo da força de vontade ultimamente? Ou ele está ficando cada vez mais atrofiado?

      • Paulo Ribeiro
        Responder
        Author
        Paulo Ribeiro

        sua metáfora tá mais ou menos acurada.

        força de vontade, do inglês willpower, conhecida no meio acadêmico como “self-regulation” é limitada no curto prazo, mas se reconstrói com o tempo. Atividades como dormir, comer chocolate (sim!) ajudam no processo.

        não discuto “o que eu acho”, mas o que os estudos dizem. o peso do que eu acho não é nada comparado a estudos publicados em jornais científicos de respeito, feitos com população aleatória e de modo replicável.

        quando estou conjecturando, deixo claro com antecedência. se digo que é científico, tirei de alguma fonte de respeito.

        boa levantação, por sinal, André. bom papo.

      • Ricardo Costa
        Responder
        Author
        Ricardo Costa

        Olha, esse dias eu disse pra mim mesmo que ninguém pode ficar ligado no 220% 24h por dia. Isso inclusive me ajudou a aceitar e sair de um período de desempenho não tão satisfatório.

        Mas acontece que talvez eu esteja errado, talvez EU não consiga ficar no 220% full time, ainda. Talvez me falte treinamento, eu acredito realmente que quanto mais você se esforça, mais retorno você vai ter e mais ânimo para se esforçar ainda mais vai surgir. Obviamente que isso tem que ser feito de forma saudável/sustentável, por que se não você esgota, enfim… devemos realmente melhorar pouco a pouco, o
        aperfeiçoamento continuo nos levará a patamares que hoje, talvez nem imaginamos, mas temos que ter essa consciência de que é um passo de cada vez, se não desanimamos antes dos resultados aparecerem.

        Quanto a força de vontade ser algo limitado (finito) e limitado (exaustivo), nesse contexto, eu não vejo diferença entre ambos, a consequência é a mesma: devemos direcionar a nossa força de vontade para o que REALMENTE importa, o que trará mais satisfação e/ou resultado. Esse resultado é o que nos impulsionará a ir além (a adquirir mais força de vontade para fazermos coisas cada vez maiores!)

  • Felipe Medeiros
    Responder
    Author
    Felipe Medeiros

    Gostei muito, vinha usando o clearly já, mas o jeito que você pôs as coisas sobre como nos perdemos no contexto, até com os estímulos da nossa mesa me fez entender melhor o que realmente acontece. Sou uma pessoa que me perco totalmente ao fazer coisas básicas.

    Quando descobri o site, consumi muita coisa em pouco tempo, todo o conteúdo é estratégico mesmo. Hoje acompanho de perto mesmo, tentando absorver pelo menos um pouco dessa pegada de vocês. Seguimos caminhando.

    Por fim, eu que agradeço pelo projeto e inspiração.

    Obrigado.

    • Paulo Ribeiro
      Responder
      Author
      Paulo Ribeiro

      vamo que vamo, Felipe.
      Abração

  • Alexandre Santos
    Responder
    Author
    Alexandre Santos

    Parabéns !!
    Foi a primeira palavra que me veio a mente assim que terminei de ler este artigo. Uma vez escutei uma matéria onde um cineasta falava que:- “A maior dificuldade do diretor é cortar a cena que ELE mais gostou, quando ela não combina com o TODO, com a filosofia do que se quer”.
    E você acertou na mosca, visual perfeito, a leitura está mais tranquila, sem distrações!

  • Rafael da Silva Souza
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    Rafael da Silva Souza

    “você é a média das 5 pessoas com que mais convive” Ai lasco pra mim! rsrs
    Ainda bem que não sou mais influenciado sobre o que as pessoas pensam de mim rsrs.

    Gostei da dica do plugin para Crome, realmente é muito bom!Agora só falta um celular com android para começar a usar com mais efetividade o everest rs.

    No caso de nossa força de vontade ser limitada eu realmente nem fazia ideia, porém se para para pensar acontece como você descreve no post, então seria bacana ser organizado e saber no que temos que focar e colocar toda, ou quase, força de vontade :) no que tem mais prioridade/importante.

    Abraço!

  • Coletânea de Recursos Para Melhoria de Vida | Estrategistas
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    Coletânea de Recursos Para Melhoria de Vida | Estrategistas

    […] O Poder do Contexto […]