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Eu gosto de quem escreve sobre temas complicados de maneira simples; é uma excelente maneira de aprender uma área na qual você não pode focar sem gastar muito tempo.

Em português, conheço pouco coisa de qualidade na internet. Por isso, fico feliz quando me deparo com algo interessante. No caso, é um texto de um cara chamado Alexandre Versignassi. Ele possui uma coluna no site da Abril falando sobre economia chamada “Crash“. Ele também tem um livro com esse nome “Crash – Uma Breve Historia da Economia”.

Texto: A Gota Que Faltava.

Alexandre segue explicando como esses protestos de aumento da passagem são apenas o estopim da inflação e da perda do poder de compra devido à injeção na economia de dinheiro relacionado à infraestrutura para a Copa.

O que você fez, na prática, foi roubar os peões. Ao imprimir mais moeda, você diminuiu o poder de compra dos caras. Inflação é um jeito de o governo bater as carteiras dos governados.

Foi mais ou menos o que aconteceu no mundo real. Primeiro, deixaram as impressoras de dinheiro ligadas no máximo. Só para dar uma ideia: em junho de 2010, havia R$ 124 bilhões em cédulas girando no país. Agora, são R$ 171 bilhões. Quase 40% a mais. Essa torrente de dinheiro teve vários destinatários. Um deles foram os deputados, que aumentaram o próprio salário de R$ 16.500 para de R$ 26.700 em 2010, criando um efeito cascata que estufou os contracheques de TODOS os políticos do país, já que o salário dos deputados federais baliza os dos estaduais e dos vereadores. Parece banal. E até é. Menos irrelevante, porém, foi outro recebedor dos reais novos que não paravam de sair das impressoras: o BNDES, que irrigou nossa economia com R$ 600 bilhões nos últimos 4 anos. Parte desse dinheiro se transformou em bônus de executivo. Os executivos saíram para comprar vinho… Inflação. Em palavras mais precisas, o poder de compra da maioria começou a diminuir. Foi como se algumas notas tivessem se desmaterializado das carteiras deles.

Vale a pena checar o texto, bem sólido. Inclusive todo o blog em si (principalmente quando ele fala diretamente de economia).

  • Marcus Aurelius Jr.
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    Marcus Aurelius Jr.

    “Política Monetária e Política Fiscal. Ambas, estratégias de altíssima complexidade, não por conta das impressões de dinheiro ou aumento da taxa de juros, mas por resultarem em ‘reflexos’ nas vidas de milhares de famílias. E digo isso com a intenção de apontar a responsabilidade destes atos inerentes a estratégia decidida pelo órgão público. Com relação ao texto da fonte sugerida nesta postagem, fiquei ‘maravilhado’! Ótimo texto. No entanto, eu gostaria de saber se você, Paulo, saberia me informar como comprovar os dados expostos,pois acredito muito que exista uma irresponsabilidade governamental. Para cobrir os gastos ‘estádiais’. Porém, sou um pouco crítico. Gostaria de entender melhor a situação da impressão destes numerários. E se me permitir uma colocação, acredito que seria de muita ajuda, se fosse postado um texto que elucidasse acerca destas políticas (monetária e fiscal) e coligada ao assunto desta pauta. Minha opinião, é claro!”

  • Pettsouza
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    Pettsouza

    Excelente abordagem e melhor ainda a dica de leitura. Um dia a conta chega. e como essas reeleições e altos índices de aprovação tem um preço, agora chegou a hora da dolorosa. A conta. E como sempre quem paga somos nós.

  • Marcus Aurelius Jr.
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    Marcus Aurelius Jr.

    “Me senti no dever de deixar aqui um comentário acerca dos ocorridos desta manifestação. Porém, antes, acredito ser importante deixar uma pergunta para ser respondida no decorrer deste comentário: ‘Quem será a ‘moeda de troca’ desta empreitada?’ Fato é que em uma guerra é eminente que existirão corpos jogados por todo o campo de batalha, seja do lado dos inimigos ou dos aliados, mas como disse Sun Tsu em seu livro ‘A Arte da Guerra’: A melhor batalha é aquela que é vencida sem nem ao menos entrarmos em confronto. Pois bem, será que é possível o povo ganhar está guerra (e na forma literal, pelo que leio e assisto, é uma guerra. Com tudo que tem direito. Violência, heróis, inocentes, inimigos, aliados e tudo o mais) sem ‘baixas’? Ou melhor, será que o Brasil pode vencer essa guerra sem ‘baixas’? Deus, estou indignado! Entrar em sites de informação e ver seus co-patriotas sangrando, seja polícia ou manifestante ou transeunte, é inadmissível! E diga-se de passagem, senhores e senhoritas, é uma guerra hedionda! Muitos dos pensadores que leem este comentário que possuem um certo apreço pelo lado dos manifestantes, pode estar querendo me perguntar: ‘Cara! Ficar calado atrás e um computador é fácil. Não muda nada! Tem que se movimentar! Te que ser ativo! Ir para as ruas!’ E eu respondo, acho seus propósitos fundamentados e ‘recheado’ das melhores intenções, mas não vou ir para as ruas para ver isto, para ver sangue ou para sangrar. Não vou para as ruas ridicularizar o trabalho da polícia ou dos governantes. E você pode me perguntar o porquê, lhe respondo. Por que não é o jeito certo, não é a melhor via. Não vou sair com flores e nem me ajoelhar na frente do Batalhão de Choque. Não vou posar para fotos com bandeiras simpatizantes. Por que não é essa a ideia. Não é passeando pelas ruas e tornando a cidade inacessível para quem não tem nenhuma vontade de integrar a manifestação que se resolve. Não é passando por cima de tudo e de todos. Não é usando a cidade como ‘moeda de troca’ que deve-se atingir os objetivos dessa manifestação. E, assistindo aos noticiários, eu vi uma imagem infundamentada de um grupo de manifestantes, isolando e repreendendo um agente da segurança pública com chutes e ponta pés. Cara! Que isso? Coquetel molotov na escadaria! Fogo! Baderna! E argumentam: ‘Mas é um grupo isolado e nem faz parte da nossa manifestação!’ Faz sim, está no meio. Como minha mãe dizia: ‘Se você está junto, leva a fama!’ Com relação a esses rebeldes sem causa e mentalidade ou senso crítico, a responsabilidade é sim da manifestação do povo. Isso é fato! E são culpados. Joio e trigo se misturam e se tornam um corpo. Se essa manifestação não tem capacidade de conter estes meliantes, pois que parem com tudo isso. Não estão ajudando. E uma coisa leva a outra. O policial vê estas situações isoladas e o que ele pensará do todo? Questão de imagem! Estes manifestantes tem de ter esta consciência. Não é número, mas qualidade. Deus! O que está acontecendo? E por que, ao invés de ficar gritando: ‘Abaixem as tarifas! Melhores a saúde! Faz isso! Faz aquilo!’ Não propõem algo? Deveriam dizer: ‘Governo, abaixe as tarifas e diminua o salário dos governantes! Governo, aumenta os impostos das empresas e coloca a grana em outro lugar!’ Façam propostas e não reivindicações autoritárias!
    Mas, senhores e senhoritas, tem o outro lado da moeda. Tão grave ou pior que esta primeira faceta da moeda. Vem o governo e sua força administrativa da ‘Lei e da Ordem’. Policia despreparada. Atirando em jornalista. Atirando no chão. Atirando e atirando. E depois, vem o governo e diz: ‘Parou, galera! Policia minha não tem arma!’ E o que acontece? O povo desce o ‘cacete’ no funcionário publico da ‘lei e da ordem’. Não é assim. Não é na violência que deve se decidir quem é o mais forte, mas também não é acreditar que o outro lado também não usará deste artifício. Esse policiais saem para combater a manifestação e não para ajudar. Já saem dos quartéis, departamentos policiais ou de onde for com a ideia de ‘descer a porrada’. E o que acontece quando você está com medo, já sai da sua casa com medo e pensando que tem de ‘descer o cacetete’ no povo, e se depará com uma multidão gritando e entoando frases de ‘liberdade’, ‘direito’ e bláblá? Você vai ‘descer o cacetete’. E o governador, o prefeito, o vereador e o escambau da política, não fala nada. Só não quer ‘torcer o nariz’ e assumir que precisa tomar uma atitude que não seja mandar seus subalternos ‘descerem o cacetete’. E assim vem a moeda de troca de novo. Para o governo e a policia, a moeda de troca, adivinhem quem é? O povo, a cidade, a violência… Eu não sei qual dos dois lados está mais errado ou mais certo. Mas enquanto existir sangue nesta manifestação, eu sou contrário com todo o ardor da minha alma. ‘Por quê?’, você poderia me perguntar. Por que ninguém fala o que fazer para evitar essa ‘sangria toda’, só dizem que o lado de lá tem que ceder. Que a culpa é do outro. Que é direito fazer isso ou aquilo. Que bláblá. Senhores e senhoritas, quando vocês vão entender que o importante na manifestação não é o objetivo, mas o povo (inclui aqui: cidadãos, manifestantes, funcionários públicos, todos…)? É a minha opinião. Não sou moeda de troca! Deus do Céu!”