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No começo do ano, lendo uma reportagem sobre Will Smith no carnaval no brasileiro, eu me deparei pela primeira vez com o trabalho da Casa. A reportagem falava como Will foi apresentado a Naldo no carnaval, o que levou os fãs (de ambos) à loucura.

Senti um pouco de inveja, adoraria conhecer Smith, já que ele é uma figura negra à qual eu cresci reverenciando, desde os tempos de Um Maluco no Pedaço. Lendo adiante:

“O encontro foi promovido por Pierre Thomé de Souza, que comanda a Casa Thomé de Souza, fundada em 1517 e atualmente está presente em 34 países e vários estados brasileiros, que é conhecida mundialmente por conectar líderes mundiais da política, economia e sociedade.”

Isso já serviu para acender meu senso de curiosidade histórica.

O objetivo de todo este trabalho? “Gerar a paz através dos relacionamentos”, nos contou Pierre, que já promoveu encontros entre Bono Vox, Shakira, Sabrina Sato e Fernanda Motta com a nossa presidenta Dilma Roussef; organizou o jantar do grupo de ciências da Rio +20 durante a conferência, com a presença de Sha Zukang, secretário-geral da Rio +20, da ministra Izabella Teixeira, Johan Rockstrom, diretor executivo do Centro de Resiliência de Estocolmo, e Steven Wilson, diretor executivo do International Council for Science; e, recentemente, recepcionou no Brasil Jennifer Lopez,Justin Bieber e o Príncipe Harry.

Uma dinastia portuguesa no Brasil? Viva até hoje e trabalhando com líderes ao redor do mundo? Isso merecia ser pesquisado, especialmente diante de meu claro interesse em dinastias.

Pierre e a Presidenta

Pierre e a Presidenta | Source

Até onde pude entender, a Organização é bem reservada. Bem, você não espera viver séculos se for um grupo perseguido por paparazzis, mas ainda assim eu esperava uma presença online um pouco maior sobre o trabalho. Encontrei mais informações no perfil profissional do Chairman no LinkedIn:

A casa Thomé de Souza é uma Dinastia Real Portuguesa fundada por Thomé de Souza em 1517, um descendente nobre de reis franceses e portugueses. Ele foi um líder político e militar, Commander of Rates and Arruda, membro da Corte Real portuguesa e o primeiro a ter o título oficial de Comendação da Ordem De Cristo (antiga Ordem dos Cavaleiros Templários).

No ano de 1549, o rei Dom João III apontou Thomé de Souza como Capitão Chefe e Primeiro Governador-Geral do Brasil, responsável por fundar a cidade de Salvador como centro do governo geral português, introduzir a Igreja, fundar governos e municípios, formular estratégias de defesa, organizar a estrutura das finanças e do comérico, assim como desenvolver o sistema educacional e disseminar os conceitos de Ética e Fraternidade para brasileiros através dos valores da Ordem de Cristo (no Brasil, Ordem Imperial de Cristo). A performance dele como Governador-Geral foi perpetuada na história mundial como o primeiro grande sucesso da colonização portuguesa.

Ao retornar para Portugal, o Rei Dom João III o nomeou para o cargo de Diretor de Economia e Finanças (ministro das finanças) e Gerente-geral da Corte Real Portuguesa (ministro chefe da corte Civil). Thome de Souza manteve aquela posição pelo reinado de Dom Sebatião I, enquanto em posse da Corte Da Torre na Bahia, a maior propriedade das américas.

Por mais de 400 anos, a família Thomé de Souza usou os pilares da Ética e Fraternidade para ativamente participar no desenvolvimento do Brasil, ocupando posições estratégicas em diferentes setores e níveis, resultando em uma relação forte e direta com líderes notórios da Política, Economia e Sociedade presente nas esferas federais, estaduais e municipais.

Indo mais além, como já destaquei, você pode checar um pouco do trabalho de Pierre em seu perfil do Instagram e na página da casa no facebook.

Eu já discuti aqui como criar uma dinastia é uma boa forma de você passar para futuras gerações os valores que você acredita ser importante no mundo. No caso da Casa Thomé de Souza, os valores de Ética e Fraternidade, representados pela conexão de vários líderes mundiais, estão vivos até hoje, quase meio milênio depois de sua fundação.

Interessante, huh? Seria incrível uma oportunidade de conversar com Pierre e conhecer um pouco mais da história da família dele, para saber o que tem dado certo ao longo dos séculos e sobre a experiência de dar continuidade a um legado dessa proporção.

Um dos meus tópicos de leitura é estudar essas grandes famílias ao longo da história; conforme eu for aprendendo mais, compartilho aqui. Na lista, por enquanto, estão os Médicis, os Rockefellers e os Rothschilds.

Por sinal, se qualquer representante da Casa chegar a ler esse texto, por favor, entre em contato comigo (paulo@estrategistas.com). Uma entrevista seria incrível, mas ficaria feliz em apenas conversar, se for o caso.