Um Guia Para Transformar Dificuldades Em Oportunidades (Usado Nos Últimos 2000 anos)

Saber lidar com as dificuldades da vida é, de longe, a habilidade mais importante que você pode desenvolver como ser humano.

Se nós podemos ter certeza de algo, é que lidaremos com desafios e atribulações. Seja uma complicação no trabalho, uma dificuldade no relacionamento ou um problema de saúde, já é certo que iremos passar por isso.

Como, então, encarar os problemas do dia a dia? Que meios dispomos para transformá-los em oportunidades?

Nesse artigo, eu separei um “guia” que discute várias pequenas atitudes utilizadas há milhares de anos para vencer desafios, tanto os pequenos como os grandes. Esse conhecimento já foi utilizado por imperadores, milionários, generais, escravos e pessoas com todos os tipos de dificuldades.

Agora, esse guia está disponível para você. Continue lendo para descobrir e dominar essas habilidades necessárias para lidar com as atribulações da melhor maneira possível e saber como redirecionar a situação a seu favor. Você descobrirá:

  • Como a prática nos momentos tranquilos lhe ajudará nas situações tempestuosas.
  • A importância de seguir um processo e confiar nos juros compostos.
  • A influência do foco na hora de lidar com problemas
  • Como pensar negativamente vai, na realidade, te ajudar

Parece interessante? Vejamos, então.

Todo mundo passa por situações difíceis na vida

Uma colina com gramado

Uma das maiores lições que eu aprendi nos últimos anos é que nunca vou ser 100% feliz na vida. Não é que eu seja uma pessoa pessimista hoje nem que eu tenha sido sonhador antes, mas eu acreditava que, em algum momento, os problemas pelos quais estou passando seriam resolvidos. E eu poderia respirar tranquilo.

Só que a realidade não é essa. Nós temos problemas e sempre os teremos. Podemos lidar com algo hoje, efetivamente resolver aquilo, mas o acaso trará outras dificuldades. E mesmo que não traga, na rara ocasião que não traga, nós estamos sempre mudando como pessoa, então nosso foco muda, possibilitando surgir problemas em lugares que não tínhamos antes.

Veja por exemplo um empresário bilionário, que hoje tem tudo o que o dinheiro pode comprar. Agora ele teme ficar com medo de perder o que possui. Tem medo de ser sequestrado, da família dele estar em perigo.

Ou (e também), agora ele sofre todo dia pelas pessoas que ele não pode ajudar através de suas iniciativas filantrópicas. Todas as crianças morrendo de fome, as mulheres sofrendo violência familiar, tudo que há de errado com o mundo passa a ser seu foco de atenção (e fonte de sofrimento).

Aí você diz: “ah, mas se fosse eu, seria diferente! Se eu tivesse muito dinheiro hoje, poderia resolver isso e aquilo, nem me preocuparia mais”. Não, meu amigo, não seria diferente. A história está aí cheia de exemplos.

A ciência da felicidade também está aí, mostrando como mesmo os ganhadores da loteria voltam ao estado anterior de felicidade geral depois de alguns meses,  estando à mercê de problemas como todos nós, mortais.

Empresas ruins são destruídas pelas crises. Boas empresas sobrevivem a elas. Empresas excelentes são melhoradas por elas.

— Andy Grove, ex-CEO da Intel

O ponto para uma vida melhor, então, não seria se livrar das dificuldades, mas encontrar uma maneira de lidar com elas. E não apenas isso, encontrar uma maneira de utilizá-las para nosso crescimento.

“Mas isso é mesmo possível? Se esse é o ponto em que você me diz para pensar positivo paro de ler agora”.

Não, nem se preocupe. A maioria dos conselhos que recebemos é sim muito ruim e não prática. A questão não é diminuir o que você está passando ou ignorar a gravidade da situação: é abrir os olhos, enxergar a proporção real do problema, manter-se centrado e agir da melhor maneira possível.

Você pode usar seus desafios como treinamentos para praticar as virtudes que quer desenvolver, como compaixão, autocontrole, honestidade, preparação e muitas outras.

Existe um grupo de pessoas fazendo isso há mais de 2000 anos e você nem vai acreditar quando eu disser quem eles são.

Uma filosofia que nos ajuda a resolver problemas

Rodin's_The_Thinker

Isso mesmo, filósofos. Ao menos, alguns filósofos.

Não importa qual é sua carreira ou seu nível de estudo, aposto como você já teve uma experiência ruim com a filosofia. Talvez na escola, quando teve que memorizar um monte de conceitos inúteis para o vestibular. Talvez na vida, quando no meio de uma discussão um amigo começou a “filosofar” discutindo coisas como o significado de uma palavra ou outros conceitos inúteis.

Eu sei, filosofia tem uma péssima imagem com o cidadão comum e não é para menos.

Porém, por mais incrível que pareça, há uma escola filosófica bastante útil, voltada para as dificuldades humanas na vida diária. Uma filosofia que surgiu para ajudar os homens a viverem melhor e não perder o contato da realidade com discussões sem sentido. Desse grupo, um dos maiores ícones certa vez disse:

Devo te dizer o que a filosofia oferece à humanidade? Conselho. Uma pessoa está encarando a morte, outra é aborrecida pela pobreza, enquanto outra é atormentada pela riqueza… Todos os homens estão esticando as mãos deles para você de todas as direções. Vidas que foram arruinadas, vidas que estão a caminho da ruína estão apelando por alguma ajuda. É para você que eles se viram em busca de esperança e assistência.

Essa corrente de pensadores, inclusive, não é muito benquista em sala de aula, já que seus tratados normalmente são escritos em linguagem clara e direta, sem abrir muita margem para interpretação e devaneios professorais.

Quem são eles e o que propuseram para nos ajudar a viver a vida?

O Estoicismo e a superação de obstáculos

A filosofia não visa a assegurar qualquer coisa externa ao homem. Isso seria admitir algo que está além de seu próprio objeto. Pois assim como o material do carpinteiro é a madeira, e o do estatuário é o bronze, a matéria-prima da arte de viver é a própria vida de cada pessoa.

— Epíteto

O Estoicismo é uma escola filosófica fundada por Zeno durante o período Helenístico, mas cujas bases foram desenvolvidas e escritas por seus sucessores, especialmente Chrysippus.

Eu poderia começar dando uma visão geral da escola filosófica, suas crenças e o que compartilhava de conhecimento, mas não farei isso. Esse é o modo com o qual você está acostumado a ler sobre filosofia e não quero despertar antigos traumas. Vou me abster de fornecer detalhes a respeito da escola (algo que posso fazer em outro momento).

Avancemos alguns séculos depois de seu surgimento, chegando à Roma Imperial. Foi lá que o estoicismo assumiu o espírito de conhecimento prático, voltado para auxiliar o homem a viver sua vida.

Talvez o maior expoente da escola viveu nesse época: Sêneca.

Um dos livros mais fascinantes talvez já escrito é o Cartas a Lucílio (Letters from a Stoic), do Sêneca . Composto por um conjunto de cartas escritas pelo Sêneca a seus amigos, enquanto vivia em um retiro autoimposto, ele fazia o que acreditava ser dever dos filósofos: dar conselhos sobre como atravessar adversidades, seja a morte de um parente, problemas no trabalho ou dificuldades financeiras, e sobre como viver melhor a vida.

Por exemplo, em um de meus trechos favoritos, ele fala ao amigo a respeito de viagens:

Como pode uma mudança de ambiente para o exterior e se tornar familiarizado com cenas e cidades estrangeiras ser de qualquer ajuda? Toda aquela movimentação acontece de ser bem inútil. E se você quer saber por que todo esse escape não pode te ajudar, a resposta é simplesmente essa: você está fugindo em sua própria companhia. Você tem que descarregar o peso em seu espírito. Até que você faça isso, nenhum lugar irá satisfazer você.

— Sêneca

Ler esta obra é uma experiência quase tão boa quanto ter um conselheiro de nível mundial compartilhando as experiências dele com você sobre como encarar o dia a dia. Um pouco do que Alexandre o Grande sentiu ao ser educado por Aristóteles. Um pouco do que o próprio Nero sentiu ao ter Sêneca à disposição dele.

Outros expoentes brilhantes incluem Epíteto, Cícero (famoso orador) e Marco Aurélio (o último dos grandes imperadores romanos).

O estoicismo sugere o desenvolvimento do autocontrole e da firmeza como um meio de superar emoções destrutivas. Também enfatiza a necessidade da melhoria ética do indivíduo e como seu bem-estar está relacionado com a prática de virtudes. Eu gosto especialmente desse ponto, já que se conecta bem com nossa busca por crescimento pessoal e automaestria.

Como esse post não é sobre o estoicismo per se, passemos para o enfrentamento das dificuldades.

O que o Estoicismo, que costuma pregar que usemos os obstáculos como oportunidades de prática para o cultivo de nossas virtudes, tem a dizer sobre um chefe ruim? Ou um problema de saúde na família? Ou sobre o sofrimento de uma falência financeira?

Entendendo a origem do guia

estátua de marco aurélio

Esta citação, extraída do livro Meditações, do Marco Aurelio, sumariza o passo a passo que vamos discutir a seguir:

Julgamento objetivo, agora nesse momento. Ação não egoísta, agora nesse momento. Aceitação voluntária, agora nesse momento, de todos os eventos externos. Isto é tudo o que você precisa.

Para lhe ajudar a colocar as coisas em perspectiva, deixe-me contar um pouco sobre Marco e seu livro.

Imagine ser a pessoa mais poderosa do mundo. Você assumiu o trono de um Império que abarca praticamente todo o mundo conhecido e é reverenciado como um Deus ainda vivo. Pode fazer qualquer coisa que você queira sem ninguém para dizer o contrário. Riquezas virtualmente ilimitadas.

Nesse cenário, o que você faz?

Marco Aurélio sentava todas as noites para escrever lembretes para si mesmo a respeito da importância de ser alguém virtuoso e da própria mortalidade.

Dá para acreditar? Nós estamos falando aqui do homem mais poderoso do mundo, alguém com poder e riquezas ilimitados, dando importância para virtude e dignidade.

Sabemos de tudo isso através do acesso ao conjunto de algumas das notas pessoais que ele escreveu, que foram achadas mais tarde e organizadas no livro Meditações. Não há indícios históricos certos sobre quando tais notas tenham sido escritas nem quem as tenha compilado, mas a história agradece.

É uma mistura de diário e coletânea de lembretes para si mesmo que Marco nunca sonhou que seria publicada, o que nos dá acesso à mente dele, mais especificamente, à pessoa que ele estava tentando se tornar. Há lembretes recorrentes sobre a transitoriedade da vida e mesmo algumas passagens mundanas como “não se irritar pelo mal cheiro de algumas pessoas”.

Uma das passagens mais significativas, a que abre essa seção, sumariza bem a disciplina estoica de enfrentamento de problemas e desafios: “julgamento objetivo”, “ação não egoísta” e “aceitação voluntária”.

1. Percepção

Monge em jornada espiritual

Coloque os nervos no lugar

Gostaria de ter um grande império? Governe a si mesmo.

— Publius Syrus

No filme Capitão América, há uma cena interessante, embora não o tenha assistido. Um oficial joga uma granada em um campo de treinamento, quando o pelotão do jovem que se tornará o Capitão América está praticando.

Ao ouvir “granada!”, os soldados correm em todas as direções e se dispersam, mas o futuro Capitão América corre em direção à granada e a cobre com seu corpo. A ideia que eles tentam transmitir é de heroísmo e sacrifício, mas há outra coisa que chama atenção: reação imediata diante do perigo.

Na vida real, uma cena como essa aconteceu. Mais ou menos. Ulysses S. Grant foi comandante americano das tropas nortistas durante a Guerra Civil. Em certa ocasião, quando um navio a vapor explodiu ao ser descarregado, todos os soldados foram vistos correndo para longe da cena, enquanto Ulysses corria em direção à explosão, a fim de fornecer os primeiros socorros necessários o mais rápido possível.

Isso que é ter os nervos no lugar, cabeça fria sob qualquer situação.

Ser calmo em momentos tensos é uma questão de prática, não algo com que você nasce. Todo dia, nas menores situações, quando não há nada absurdamente ruim acontecendo com você e o controle da situação está sob suas mãos, como você reage: controla seus nervos e mantém a cabeça fria ou explode e pragueja aos quatro ventos?

Quando alguém corta você no trânsito. Quando você leva uma topada dolorosa. Quando esquece a carteira em casa. Como você reage a uma situação é como você reagirá a todas as situações. Pratique o autocontrole e manter a cabeça fria em situações corriqueiras e eles estarão a sua disposição quando você precisar.

Pratique objetividade

Não deixe a força de uma impressão quando acerta você derrubá-lo no chão; apenas diga para ela: espere o momento; deixe-me ver quem você é e o que você representa. Deixe-me colocar você em teste.

— Epíteto

O cérebro humano é prone à ação, talvez até demais. Nosso “hardware” está adaptado a uma vida perigosa e cheia de mistérios na savana, onde um segundo a mais de reação significava a morte. Hoje, raramente passamos por situações tão perigosas quanto; há muito mais stress do que perigo real.

Só que alguns milhares de anos é pouco tempo na escala evolutiva para que tenhamos nos adaptado ao novo cenário. Resultado: hardware antigo, mundo novo. Uma das maneiras pelas quais somos inclinados à ação é que há muito pouco espaço entre percepção e julgamento.

O cérebro recebe informações do mundo exterior e já vai processando para minimizar nosso tempo de resposta (o que ele aprendeu que poderia salvar nossas vidas). O processo é tão sutil que nem percebemos quando estamos fazendo julgamento de situações ao invés de entendermos objetivamente o que está passando.

Caso sua vida não esteja em perigo (como estaria numa floresta), você vai melhorar suas ações se coletar informações primeiro, no momento da impressão, e processá-las, realizando julgamentos, mais tarde, com a cabeça mais fria.

É aí que está a vantagem de quem tenta ser objetivo: não se trata de desconsiderar o quão ruim é sua situação (ser despedido, por exemplo), mas de refutar esse julgamento que foi feito em um momento atribulado (medo de morrer de fome nas ruas).

Quando você pratica ser objetivo, ver as coisas pelo que elas realmente são, lutando contra nossa tendência natural de julgar o que aconteceu, verá que raramente há motivo para pânico. Aquilo ali, na sua frente, não é uma situação de vida ou morte, mas um obstáculo que você precisa de criatividade para resolver.

Foque no que está sob seu controle

Na vida, nossa primeira obrigação é esta, dividir e distinguir coisas em duas categorias: externas eu não posso controlar, mas as escolhas que eu faço em relação a elas eu controlo. Onde eu vou encontrar o bom e o ruim? Em minhas escolhas.

— Epíteto

Em planejamento pessoal, há uma diferença entre objetivos baseados em resultados e objetivos baseados em processo. O primeiro tipo, como o nome sugere, faz o julgamento sobre o sucesso ou fracasso da iniciativa depender exclusivamente do resultado. Por exemplo, pensar para si mesmo “eu vou passar no concurso do MPF do primeiro semestre do ano que vem” é um objetivo focado no resultado.

Por outro lado, com objetivos focados no processo, a única coisa que importa é se você está fazendo sua parte todo dia. Ao invés de pensar na aprovação do concurso, pensar em “estudar 2h por dia de específicas e 2h/dia do básico até chegar lá”.

O primeiro tipo, focado em resultado, é perigoso pois depende de coisas que não estão sob seu controle. Afinal de contas, estar preparado é algo que você pode fazer. Garantir que você vai fazer uma boa prova? Bem, você pode adoecer no dia, o carro pode quebrar, você pode perder o documento, pode ser assaltado, enfim, há infinitas coisas fora de seu controle. Você não pode influenciá-las, então por que fingir que pode?

O foco de sua ação deve repousar sobre aquilo que está sob seu alcance. Isso é válido na hora de definir metas e na hora de enfrentar os desafios da vida. O que você pode fazer agora para lidar com a situação?

O que depende dos outros ou do acaso não é computado. Tudo aquilo que está sob seu alcance são possibilidades a serem consideradas: manter o autocontrole, garantir que o problema não piore, convocar ajuda para lidar com o problema… Os caminhos são vários uma vez que você foca em ações processuais que dependem apenas de você.

2. Ação

Homens correndo no campo coberto de neve

Pratique persistência

Ele diz que o melhor caminho é sempre atravessando a situação e eu concordo com isso, ou na medida que eu não consigo ver outro caminho além de atravessando

— Robert Frost

Recentemente eu li uma entrevista realizada com um almirante norte-americano aposentado, que chegou ao mais alto cargo de comando depois de passar a vida como um SEAL (tropa de elite equivalente ao topo dos fuzileiros navais).

Ao ser perguntado sobre o que separava as pessoas que passavam pelo rigoroso treinamento para entrar no grupo daquelas que desistiam, a resposta foi simples: “se você quer passar pelo treinamento dos SEAL, você não pode desistir.”

Um pouco óbvio, claro, mas ele explica. Ao analisarem o histórico das pessoas que desistiam, algo notável foi descoberto: eles não largavam em meio a uma tarefa excruciante ou uma rotina de exercícios pesada demais; eles desistiam durante o café da manhã ou durante o almoço.

Em outras palavras, a causa de desistência mais comum era a antecipação do sofrimento, não o sofrimento em si. O medo do que viria a acontecer retirava do treinamento mesmo os candidatos mais bem preparados para uma das profissões mais difíceis existentes.

Será que não fazemos isso na vida?

Dois pensamentos que mantenho bem perto de mim: as coisas são difíceis e “se eu continuar pedalando, nunca vou cair“. Eles me empoderam de maneira incrível a não jogar a toalha. Afinal de contas, se a situação que estou passando está difícil, bem, é dentro do esperado, porque desafios são supostamente difíceis. E está a meu alcance decidir largar ou não, por isso escolho sempre me mover a fim de atravessar a tempestade.

Pense a respeito. Decida um curso de ação e persista nele independente do desencorajamento ou das provações que você passe. Lembre-se: é ok se sentir desencorajado, não é ok desistir.

Siga o processo

Under the comb, the tangle and the straight path are the same.

— Heraclitus

Há um poder incrível em fazer algo todos os dias. Não é muito visível ao olhos, já que a rotina naturalmente nos puxa uma sequência de dias mais ou menos repetitivos, o que dá a impressão de que nada está acontecendo. Mas está.

Pedro Sorren, um dos únicos blogs que acompanhava de perto (antes dele largar), tem um lema interessantíssimo: seja 1% melhor a cada dia. Só isso. Não tente mudanças radicais nem foque em alterações bruscas; concentre-se em ficar só um pouco melhor do que ontem, mesmo que pouquíssimo (1%!).

O que acontece ao longo do tempo?

Bem, se você já teve problemas com cartão de crédito, conhece bem o poder dos juros compostos.

1% melhor a cada dia representa 3700% melhor ao final de um anoConsegue imaginar isso? Com um esforço pequeno, mas diário, você crescerá 37x em relação a onde começou. Uma explosão de desenvolvimento.

É justamente no processo que você deve focar sua persistência. Refletiu e definiu o caminho a seguir? Transformou a jornada em um processo? Agora, fique com ele e não largue por nada. Mais cedo ou mais tarde, os resultados vão aparecer, invariavelmente.

Como meu antigo mestre de Tae Kwon Do dizia, mais ou menos assim: “Só perdem aqueles que desistem. Não importa o quão ruim você se ache, no final das contas, você só vai perder se desistir. Persistindo, você vai ficar bom, isso eu garanto”.

Canalize sua energia

Quando abalado, inevitavelmente, pelas circunstâncias, reverta de uma vez para si mesmo e não perca o ritmo mais do que você pode evitar. Você terá uma melhor compreensão da harmonia, se você continuar voltando àquilo.

— Marco Aurélio

Quando algo desafiador acontece, você não pode se dar ao luxo de se distrair. Distração é igual à dissipação de energia, o que vai diminuir as chances de você seguir o processo de modo satisfatório e começar a mudar a situação.

Toda essa sensação borbulhando dentro de você, toda essa energia potencial, precisa ser canalizada a fim de gerar mais resultados.

Pegue o exemplo dos negros no período da reintegração à sociedade. Quando finalmente foram aceitos para praticarem alguns esportes, eram restritos de modo amplo e injusto, apenas por causa da cor da pele. Eles não podiam comemorar, reclamar das injustiças dos árbitros ou demonstrar emoções de modo geral.

Quem realmente queria praticar o esporte, o que fazia? Desistia por causa da injustiça e dificuldade? Não, eles praticavam, seguiam um processo para contornar essas dificuldades.

Arthur Ashe, tremendo jogador de tênis durante o período de segregação americana (década de 50 e 60), fez suas emoções torná-lo mais próximo da água: o controle que possuía sobre si mesmo permitia uma fluidez tremenda nos movimentos, o que impressionava até aos comentaristas.

O boxer Joe Luis, por sua vez, ia além da fluidez e conseguia assustar seus oponentes com o controle que possuía. É um fato conhecido que ele quebrava a vontade do adversário competir quando, mesmo depois de vários rounds de uma luta sangrenta, um sorriso aberto de satisfação não saía do rosto dele.

Aqui no Brasil também, temos um bom exemplo no futebol. Ao começaram a ser aceitos como jogadores, os negros eram submetidos a pesadas limitações, já que existiam “dois pesos, duas medidas” para os juízes, que marcavam faltas inexistentes sobre os brancos, mas nunca sobre negros.

Como estes lidaram com a opressão? Canalizando-a em criatividade.

Uma das hipóteses mais bem aceitas atualmente diz que os brasileiros negros inventaram os dribles do futebol, pois não podiam encostar em jogadores brancos nas partidas. É dito que eles importaram movimentos do samba para tanto. 

Domingos da Guia, jogador da seleção brasileira de 1938, disse em entrevista:

Ainda garoto eu tinha medo de jogar futebol, porque vi muitas vezes jogador negro, lá em Bangu, apanhar em campo, só porque fazia uma falta, nem isso às vezes (…) Meu irmão mais velho me dizia: “Malandro é o gato que sempre cai de pé… Tu não é bom de baile?” Eu era bom de baile mesmo, e isso me ajudou em campo… Eu gingava muito… O tal do drible curto eu inventei imitando o miudinho, aquele tipo de samba. (Domingos da Guia, vídeo Núcleo/UERJ, 1995).

Esses foram homens que pegaram as limitações que possuíam e transformaram em vantagens, ao canalizarem suas energias.

3. Will (~vontade)

fogueira

Construa sua fortaleza interior

Se te mostrares fraco no dia da angústia, é que a tua força é pequena.

— Provérbios 24:10

Imagine um castelo impenetrável. Resistente a todos os tipos de ataque, em qualquer direção. Construa esse castelo. Refugie-se nele em momentos turbulentos.

Não se trata de se esconder da situação tornando-se alguém introspectivo, mas de ter uma estrutura mental estabelecida e que não seja abalada pelas dificuldades.

Essa fortaleza é construída aos poucos, ao você praticar manter a cabeça fria, desenvolver uma perspectiva objetiva e agir de modo correto nos momentos de tranquilidade, com os pequenos incômodos do dia a dia.

Alguém te cortou no trânsito? Você recebeu uma bronca desmerecida do chefe? Como você reage a pequenas inconveniências: ventilando sua raiva e saindo de seu balanço ou com tranquilidade e com uma boa atitude?

Pense negativamente

Nada acontece a um homem sábio contra suas expectativas, nem todas as coisas acontecem para ele como ele desejava, mas como ele achava – e acima de tudo ele achava que algo poderia bloquear seus planos

— Sêneca

Todo mundo fala das maravilhas de se pensar positivo. “Vai dar tudo certo, nem se preocupe” é o que um amigo seu bem intencionado fala quando está tentando motivar você. “Eu preciso confiar que vai correr tudo bem”, você pensa.

Sabemos, contudo, que a realidade não funciona dessa maneira. Quantas vezes na sua vida as coisas “deram tudo certo”?

Os estoicos têm um exercício fantástico em relação a isso, chamado premeditatio malorum (premeditação dos males).

Um escritor como Sêneca começava revisando ou repassando seus planos, digamos, para viajar. E ele iria, mentalmente, passando por todas as coisas que poderiam dar errado ou prevenir que o plano acontecesse: uma tempestade poderia chegar, o capitão poderia adoecer, o navio poderia ser atacado por piratas.

— Ryan Holiday

A ideia dessa prática é pensar tão negativamente para se preparar para o pior que você acaba sendo mais negativo do que a pior alternativa possível, de modo que as coisas acontecem de um modo melhor que sua imaginação conseguiu prever.

É um certo tipo de negativismo, não aquele em que nos fazemos de vítima do “universo” e cultivamos sentimentos negativos sem motivo claro. Não. Esse negativismo estoico, que podemos simplesmente chamar de antecipação, se trata de reconhecer o fator acaso em nossas vidas e nos preparar para que, mesmo se o acaso agir, estejamos prontos para contorná-lo e fazer nossa intenção original acontecer.

Medite sobre sua mortalidade

Nenhum homem é mais frágil que o outro, nenhum tem assegurado o dia seguinte.

— Sêneca

Você vai morrer. A menos que eu consiga impedir, você e eu vamos todos morrer. Esse é um pensamento bem assustador, mas que não pode ser jogado para os cantos obscuros da mente, porque senão perdemos a noção das coisas.

Esse é um grande poder de pensar sobre a morte: ajuda a colocar as coisas em perspectivas. Quando você leva em consideração que nem pode estar vivo amanhã, será que o término de um relacionamento é tão ruim assim? Ou perder o emprego é o fim do mundo?

Indo em contrapartida com o conhecimento popular, ter uma experiência de quase morte não nos faz automaticamente apreciar a vida e não nos preocupar com coisas pequenas. Eu tive uma experiência dessas a alguns anos e continuo perdendo a morte de vista, ainda perco tempo em discussões bobas ou me preocupo com o que os outros pensam de mim.

O que realmente me ajuda, no entanto, é pensar frequentemente, talvez uma vez por dia, sobre a morte.

Se você só olha para baixo, não consegue ver o horizonte. Se você só olha para o horizonte, não consegue ver as estrelas. Se você olha para as estrelas e entende nosso posicionamento na galáxia, que por sua vez é apenas um grão de areia no universo inteiro, aí sim, você está com a perspectiva correta.

O mesmo se dá com nossos desafios diários; é o equivalente de estarmos enxergando o chão. Olhe para cima, veja as estrelas! Olhe para si mesmo, enxergue a morte.

Para começar a despojá-la de sua vantagem maior de que dispõe contra nós, tomemos o caminho inverso ao habitual. Tiremos dela o que tem de estranho; pratiquemo-la, habituemo-nos a ela, não pensemos em outra coisa; tenhamo-la a todo instante presente em nosso pensamento e sob todas as suas formas.

— Montaigne

“É, quero ver você agir assim quando [insira algo terrível] acontecer com você”

Eu vou admitir: escrevi esse texto com motivos egoístas. Aliás, boa parte desse projeto é com motivos egoístas.

Afinal de contas, ao escrever esse artigo, meu objetivo foi ter um lembrete constante de como lidar com meus próprios problemas. Assim como você, tenho problemas de relacionamento, problemas pessoais, de família, de saúde, etc.

Todo mundo passa por desafios. Por isso, é bom deixar sempre clara uma passagem que esclarece muito bem o objetivo da minha escrita.

Não, eu não sou tão sem vergonha para sair tratando as pessoas quando eu mesmo estou doente. Estou falando com você como se eu estivesse deitado na mesma cama de hospital, sobre uma doença da qual nós dois estamos sofrendo, passando adiante alguns remédios. Então me ouça como se eu estivesse falando para mim mesmo. Eu estou permitindo que você acesse meu lado interior, te chamando para a conversa enquanto eu aconselho a mim mesmo.

— Sêneca

Tendo isso em mente, eu posso dizer que sim, podemos transformar nossos problemas em oportunidades. Coisas ruins acontecem comigo e sempre me volto a esse guia, especialmente a uma frase que um amigo me disse durante um período meio obscuro: “tente passar por isso com a atitude certa“.

Qual é a atitude certa para lidar com problemas e dificuldades? Ter em mente que

  1. esse não é o primeiro nem vai ser o último.
  2. você vai morrer logo, logo.
  3. o desafio pode ser usado como uma oportunidade.

Se você não encontrar outra alternativa usando as ideias transmitidas aqui, ao menos o problema agora, que está na sua frente, será uma excelente oportunidade para praticar as virtudes que você quer desenvolver: cabeça fria, ter os recursos certos, visão objetiva e outros pontos que discutimos aqui.

Vou repetir porque é um pensamento poderoso e é essencial que você se lembre disso: se você der sorte e viver bastante tempo, precisará lidar com muitos problemas. A melhor coisa que você pode fazer ao lidar com um problema hoje é desenvolver habilidades que lhe ajudarão a lidar com os problemas futuros.

A vida é sempre assim. Um treinamento para o próximo treinamento para o próximo treinamento. O importante é continuar crescendo.

Concluindo e Recapitulando

Agora você está armado de um conhecimento milenar, que os homens têm aperfeiçoado para lidar com os problemas que surgem na vida. O que lhe traz uma escolha: quando a dificuldade chegar (sim, ela vai), você pode ceder ao momento e se render à situação ou você pode manter a cabeça fria e encarar tudo com a atitude certa.

É válido ressaltar, no entanto, que pouco resultado virá se você recorrer a esse conhecimento apenas nos momentos de tempestade. Isso seria equivalente ao “mantenha a cabeça fria, veja o lado bom das coisas” que muitos livros de autoajuda recomendam, mas você e eu sabemos que não funciona.

Por que não? Porque tudo se trata de prática. Se você não praticou nos momentos mais amenos a manter os nervos no lugar, ser objetivo e focar no que pode fazer, como espera ser capaz de fazê-lo nos momentos de pressão?

A verdadeira arte está em enxergar cada obstáculo como uma oportunidade de crescimento, fazendo uso das adversidades para sua vantagem. Quanto mais praticamos, melhor ficamos nisso.

Por isso, gostaria de pedir para que você compartilhe esse artigo. Esse conhecimento, baseado no livro The Obstacle Is The Way, do Ryan Holiday, me ajudou bastante em momentos atribulados desse ano. Espero que ele possa fazer a diferença na vida de ao menos mais uma pessoa que esteja precisando.

Revisando rapidamente, os 9 pontos do guia:

  • Coloque os nervos no lugar
  • Pratique objetividade
  • Foque no que está sob seu controle
  • Pratique persistência
  • Siga o processo
  • Canalize sua energia
  • Construa sua fortaleza interior
  • Pense negativamente
  • Medite sobre sua mortalidade

E o trecho mais poderoso do livo Meditações para resumir toda nossa conversa de hoje.

Nossas ações podem estar impedidas, mas não pode haver impedimento para nossas intenções ou disposições. Porque nós podemos nos acomodar e nos adaptar. A mente adapta e converte para seus próprios propósitos o obstáculo em nossa ação. O impedimento à ação avança a ação. O que permanece no caminho, se torna o caminho.

— Marco Aurélio

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Até a próxima!

 

Paulo Ribeiro

Autor, empreendedor, amante do aprendizado e um estrategista moderno. Escreve sobre estratégias para viver uma vida melhor e mais significativa.

 
  • Anderson Henrique

    Artigo simplesmente INCRIVEL!!!
    Demorei quase uma hora para terminar de ler, pois a cada tópico, vinha inumeras reflexões sobre o item em questão!

    Como disse, é mais que um guia, é um estilo de vida, que através da pratica diária torna-se inconsciente.

    Em relação ao topico, Medite sobre sua mortalidade, li um livro ontem que coloca este aspecto às ultimas circunstâncias: A última grande lição: O Sentido da Vida, tem na Amazon, bem interessante! Recomendo!

    Parabéns!

    e grande abraço!

    Anderson Henrique

    • Obrigado pela dica, Anderson. Coloquei o livro na pilha, te aviso se vier a ler.

      Fico feliz que tenha gostado! Como eu disse, me ajudou bastante também.
      Abraço

      • Michel

        brigada por tudo

  • Emerson

    Cara simplesmente sensacional!
    Ótima visão, li atentamente cada ponto e com certeza ganhei um “guia de auto-ajuda” eficaz!
    É uma filosofia de vida para vencedores!
    Parabéns!

    • Só basta agora manter os treinamentos, Emerson!

      Abraço

  • Hélio Morello

    Quando lido com problemas, eu internalizei o que tinha lido no livro da Ronda Bhyrne chamado “O Poder”. Consiste em pensar nos problemas como cavalos em um estábulo. Ao detectar uma emoção você se perguntaria: “Por que estou montando neste cavalo?” Logo você cai em si e deixa de ter esse sentimento ruim e problemas, pois o foco deve ser na solução, não no problema. Estou gostando bastante do site, mais um excelente artigo. Abraço!

    • Obrigado, Hélio!

      Essa é uma boa metáfora para manter em mente.

      Abraço

  • Jader

    Cara, muito interessante! Quero colocar em pratica todos os tópicos.
    A filosofia para mim, deixou de ser ciência e passou a ser sabedoria, sabedoria é divina!

  • Luana Polomanei

    Nossa muito bacana =D

    Perfeita essa escola filosófica!

    Cada parte eu lia com muita reflexão e também fiz algumas anotações, para me lembrar e por em pratica no meu dia a dia.

    Esse texto fez eu perceber como estou dissipando a minha energia em pensamentos destrutivos, desgastantes e em situações que eu não posso controlar! Acontece, então, que eu fico sem energia e consequentemente cansada e até mesmo estressada para fazer as minhas coisas – planos importantes os quais são necessários para o meu desenvolvimento pessoal ficam na periferia =(

    Bom, muito bom essas reflexões. Sim! Fato é perceber que não temos super poderes para controlar tudo e querer mudar certas situações.Vou praticar principalmente essa ação:

    ~Foque no que está sob o seu controle ~

    Essa parte aqui, lembrou-me o conselho do Bruce Lee, para que não sejamos tensos. Devemos ser como a água, meu amigo! =)

    “Arthur Ashe, tremendo jogador de tênis durante o período de segregação americana (década de 50 e 60), fez suas emoções torná-lo mais próximo da água: o controle que possuía sobre si mesmo permitia uma fluidez tremenda nos movimentos, o que impressionava até aos comentaristas”.

    • Esse também é o ponto que tento focar todo dia e que tem trazido mais resultado, Luana!

      Fico feliz que tenha gostado. O estoicismo foi um dos grandes achados meus dos últimos tempos.

      Abraço

  • Nivaldo Gomes

    Ótimo post Paulo, um dos melhores, mesmo eu não sendo o mais indicado para comentar isso, pois ele caiu como um luva para mim. Bem eu diria que eu estou vivendo a minha maior “queda” agora e não vou mentir e dizer que no começo foi tudo uma boa, mas aos poucos estou mudando o papel de tudo, poderia até dizer que estou tirando os metais que me acertaram e colocando no fogo para moldar uma nova arma.

    • A atitude é essa aí, cara.As coisas ruins nunca são “boas”, tentar diminuir o problema pelo qual passamos é algo irreal, não adianta. Mas o que fazemos diante dele, isso sim está sob nosso controle. A atitude certa é essa aí,crescer dentro das dificuldades.

      abraço

  • gabriel ed

    Ótimo a pessoa com as estrategias formadas pode ter o controle de cada situaçāo com esses tópicos em mente

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  • gabriel

    Paulo. Sensacional a linha de raciocínio! Parabéns! Acaba de ganhar um leitor assíduo. Abraço

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  • Renata Finessi

    Paulo,como é bom estudarmos e passar conhecimento, ideias e conceitos com propriedade, vc acabou de fazer isso muito é bem e com grande valia para minha vida. Obrigada.

  • Dulcila Torres

    Paulo, parabéns pelo belo artigo. Você foi sensível a muitos pontos das asperezas da vida, bem como às suas doçuras. Concordo que focar no resultado traz uma inquietação desesperadora, trazendo uma solução tão simples quanto justa, realçar a caminhada, o processo. Fiquei muito feliz em lê-lo no finalzinho do ano, quando avaliamos os últimos 12 meses e nos debruçamos no planejamento para os próximos 12. Cheguei a conclusão que os planos devem ser feitos hoje e reajustados sempre que necessário. Obrigada por clarear as minhas ideias de semeadura.

    • Fico feliz de ter ajudado, Dulcila!
      Fica por perto que vem muito mais em 2015.

      Abraço!

      • Don Welling

        Cara, esse ebook é gratuito mesmo ou é só enrolation? Assinei e tudo e nada !!!!

  • Lucas Selbach

    Oi Paulo,

    Excelente artigo, agradeço (veio em boa, digo, ótima hora).

    Já havia visto outras citações do Sêneca (e gostado).

    Curiosamente, assisti esses dias “Como Treinar seu Dragão 2” (e recomendo), aonde o líder da comunidade era o ‘Stoic’, e em um determinado momento outra personagem diz algo como “Você não precisa ser tão Estóico, Stoic!”.

    Não fazia ideia do que ela estava dizendo, mas estou começando a compreender.

    Como contribuição, fiz uma imagem para colocar no desktop (uma prática para mantermos a atenção em algum tema) – com os devidos créditos, para quem interessar.
    http://lucasselbach.com.br/outros/como-enfrentar-dificuldades-por-paulo-ribeiro.jpg

    Grande abraço e seguimos a prosa!
    =)
    Lucas Selbach

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  • Vinicius Oliveira

    Aplausos!

  • Olá Paulo Ribeiro. parabéns pelo artigo. Excelente e esclarecedor. Como é bom saber que podemos assumir o controle de tudo. Só depende de nós. abraços

  • Neurací

    Parabéns Paulo! Que artigo envolvente! Ao longo da leitura fiquei vendo pessoas do meu convivio que precisam ler este artigo. Vou compartilhar com eles, não quero este saber só para mim. Abraços!

    • Excelente postura, Neurací!

      Feliz que curtiu.

      Abraço